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4 TENDÊNCIAS DA INDÚSTRIA PARA 2022

Com o início do novo ano, muito tem se falado sobre as tendências para o setor na era da indústria 4.0. Em meio a um turbilhão de informações, separamos quatro pontos que consideramos estratégicos para que empresas do setor industrial sigam em desenvolvimento. Muitas das tendências aqui apresentadas já são realidades em alguns lugares do mundo – a ponto de já se falar em 5ª Revolução Industrial na qual a tecnologia se fundirá de vez à responsabilidade social -, contudo ainda há muito que se caminhar, especialmente no Brasil. 

Confira abaixo os pontos em destaque para o ano de 2022 e veja como eles podem se adaptar à realidade da sua empresa. 

O papel estratégico das startups:

As startups têm tido uma importância cada vez maior na aceleração digital com soluções direcionadas à inovação industrial. Denominado de Inovação Aberta, este processo de colaboração entre startups e indústrias é cada vez mais comum e tem aproximado diferentes agentes do setor produtivo, numa rica troca de experiências e conhecimento. 

As startups têm atuado fundamentalmente em quatro nichos tecnológicos que auxiliam no processo de transição para a indústria 4.0. São eles: poder computacional (internet das coisas, cloud & edge computing, e blockchain), inteligência artificial (advanced analytics, visão computacional e automação), interação entre homem e máquina (realidade virtual/aumentada, robótica e wearables) e manufatura avançada (materiais avançados, energia, biotecnologia e manufatura aditiva). 

Vale ressaltar que cerca de 40% das startups atua na área da Inteligência Artificial – que tem sido um diferencial competitivo em diferentes setores. Para as indústrias, a aproximação com as startups é uma via inovadora para criar soluções para tradicionais problemas em seus processos, enquanto para as startups, a proximidade com as indústrias permite que sejam testadas e validadas novas ideias com menor uso de recursos.

Investimentos em tecnologia:

Ainda falando da importância de desenvolver soluções cada vez mais eficientes, as inovações tecnológicas na indústria devem seguir o ritmo crescente também em 2022. Separamos aqui dois tópicos que, certamente, merecerão sua atenção.

  • 5G: Não tem como pensarmos em consolidar a indústria 4.0 sem considerar a implantação do 5G – conexão ultrarrápida que fará toda a diferença no pleno uso de ferramentas como internet das coisas, robótica, armazenamento em nuvem e realidade virtual. Além de permitir maior conexão entre as pessoas, o 5G também permite que as máquinas “conversem entre si”, suportando que esse tipo de comunicação ocorra com alto índice de confiabilidade e baixa latência. 

Entre os principais benefícios do uso da tecnologia 5G estão: processos produtivos mais eficientes com o aumento da comunicação entre diferentes equipamentos numa linha de montagem; cadeia produtiva mais segura com a automação de funções que estejam mais suscetíveis a riscos de acidentes; produtos com maior índice de qualidade, devido ao controle e medições feitas por robôs ao longo da cadeia de produção; ambiente de trabalho mais seguro com adoção de soluções de realidade virtual e aumentada; e maior segurança de dados. 

  • Metaverso: a indústria de realidade aumentada e virtual está em franco crescimento e, de acordo com especialistas, o mercado do metaverso industrial deve arrecadar mais de US$ 540 bilhões até 2025. A tendência é que as empresas utilizem cada vez mais ferramentas virtuais, incluindo o que é conhecido como gêmeos digitais – referindo-se aos mecanismos que são replicados na vida real e usados no metaverso. Os gêmeos digitais já têm sido usados em diversas áreas como simulação digital para desenvolvimento de produtos, manutenção de equipamentos e melhoria de processos – tais como na aeronáutica, na medicina e até na operação de usinas de energia. 

ESG é uma realidade:

Pensar desenvolvimento econômico aliado ao desenvolvimento sustentável é um caminho sem volta – e as indústrias já sabem disso. É por isso que o termo ESG, que poderia ser livremente traduzido como “ambiental, social e governança” está cada vez mais presente nas reuniões de diretoria e nos planejamentos estratégicos das empresas. Adotar práticas empresariais que contemplem critérios ambientais, sociais e de boa governança já não é mais uma opção para poucos. 

Diversas indústrias ao redor do mundo já repensam seu modo de produzir para adequar-se ao ESG, desenvolvendo políticas e adotando processos que reduzam os impactos ao meio ambiente, mitigando efeitos negativos de suas operações e investindo em tecnologias mais limpas. Essas empresas também tem buscado adotar programas de qualificação de funcionários, criando ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e diversos e ajudando no combate às desigualdades sociais de seu entorno. 

Além disso, muitas têm revisado suas estruturas e políticas internas, com relatórios de governança que explicitem de modo transparente suas ações, prestação de contas, responsabilidade corporativa, bem como seus valores morais e éticos. 

A importância da água

Vivemos uma crise hídrica e diversas soluções têm sido desenvolvidas no intuito de reduzir os efeitos deste problema. Há anos o setor industrial desenvolve tecnologias que promovam o reuso de água em seus processos, minimizando os conflitos decorrentes do consumo e evitando que haja escassez do insumo. Nos últimos anos, com o avanço de novas tecnologias de tratamento e a busca por redução de custos operacionais, novas tecnologias de reuso têm sido cada vez mais implantadas. Em diversas partes do mundo o reuso para fins não potáveis já é uma realidade em grandes indústrias, que utilizam esses recursos para irrigação agrícola, por exemplo. 

O reuso é uma estratégia essencial para adquirirmos segurança hídrica, que é basicamente garantir que a disponibilidade de água ocorra em quantidade e qualidade adequadas para as necessidades humanas, o desenvolvimento de atividades econômicas e a preservação dos ecossistemas aquáticos do planeta. 

Criar condições para preservar a segurança hídrica é vital e isso passa pelo reuso, ao oferecer opções de fontes de suprimento de água para determinadas atividades, desde que atendam os requisitos de qualidade estabelecidos para cada uma delas. Tratar efluentes, reutilizar água em seus processos, adotar sistemas mais inteligentes que utilizem menos insumo, criar matrizes hídricas alternativas são algumas das soluções adotadas pelo setor industrial que impactam positivamente e são cada vez mais comuns no setor. 

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